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Bo Alys – Contemplação, arte e assinatura

Hoje é impossível falar de moda, expressão e impacto visual sem mencionar Bo Alys. Eleito Model of the Year 2025 no Ellu Awards, ele alcançou um dos maiores reconhecimentos da cena, mas ainda tem muito a mostrar.

Olhando para o caminho que construiu até aqui, Bo vive um momento de reflexão sobre a própria trajetória e de entendimento sobre em que ponto da carreira realmente está. Ele reflete sobre seu momento atual de amadurecimento: “Sinto que estou em um momento de contemplação. Durante muito tempo enxerguei a carreira como movimento constante, mas hoje entendo a importância de observar o caminho com calma, quase como quem aprecia uma obra sendo pintada e construída aos poucos…”

A pressão da vitória no Ellu Awards não engoliu sua essência. O prêmio não é tratado como um ponto final, mas sim como combustível para continuar criando com verdade. Afinal, mais do que um troféu na estante, a vitória validou sua caminhada e a sua persistência em continuar acreditando na própria intuição: “Foi a realização de um grande sonho e também um lembrete de que vale a pena continuar criando com verdade e acreditando na minha visão artística. Esse reconhecimento representa todas as pessoas, marcas, revistas, agências e profissionais que cruzaram meu caminho, acreditaram em mim e fizeram parte dessa construção…”

Em um cenário de “tempos líquidos”, onde tudo muda rápido demais e as tendências começam e acabam em segundos, manter um visual reconhecível e uma identidade forte é um desafio. Para Bo Alys identidade não se constrói na pressa: “Acredito que identidade nasce quando você aprende a se escutar. As tendências mudam o tempo inteiro, mas a essência tem outro ritmo. Tento não criar a partir da ansiedade de acompanhar tudo, e sim da vontade genuína de expressar algo verdadeiro. Acho que aquilo que realmente toca as pessoas sempre permanece um pouco mais.”

Por trás das imagens prontas e dos holofotes, o modelo dá lugar a um homem profundamente observador, que detalha de onde extrai suas inspirações: “Minhas referências sempre incluíram a alta moda, mas também música, cinema (adoro old hollywood!), teatro, arquitetura, fotografia e cultura. Acho que minha estética está se tornando cada vez mais sensorial, emocional e menos literal com o tempo.” Se essa nova fase voltada para narrativas visuais profundas e direção criativa pudesse ser resumida em um conceito, seria direto: “Aesthetic Signature.”

No fim das contas, a trajetória de Bo Alys prova que criar é um manifesto de quem aprendeu a extrair arte das coisas simples e a olhar tudo com mais calma. Questionado sobre uma pergunta que gostaria que fosse feita, mas que ninguém costuma perguntar ele responde a própria reflexão “O que a arte te ensinou sobre a vida?”:

“…a arte me ensinou a viver, a expressar, a sentir a vida profundamente e a olhar tudo com mais calma. A perceber beleza no imperfeito, valor no processo e poesia nas coisas simples. Ela me ensinou a contemplar o passado, a pintar o presente, e a visualizar os sonhos do futuro. Acho que, no fundo, criar também é uma forma de agradecer, contribuir e retribuir ao presente que é estar vivo neste universo.”

A entrevista completa está disponível aqui.