CONFIRA ABAIXO A ENTREVISTA EXCLUSIVA COM ANDRE VIET

ELLU: André, como você olha pra esse período hoje? O que a versão de agora diria pra quem começou desde o inicio?
Viet: Acho que olhando pro André Viet de 3/4 anos atrás eu diria que ele teria um grande caminho a percorrer, falaria que muitas coisas estão por vir, tanto boas quanto ruins, avisaria que ele iria passar por um grande processo de evolução como pessoa, perderia pessoas no processo, teria decepções com amizades, mas ainda sim conseguiria se encontrar e se reinventar.
ELLU: Teve um momento em que você percebeu que as pessoas te viam de um jeito diferente de como você se via? Como foi lidar com isso?
Viet: Durante muito tempo e acho que até hoje algumas pessoas me enxergam como alguém “briguento” ou “barraqueiro” mas eu me enxergo como alguém que não vê problema em impor limites nas minhas relações, sejam elas de amizade ou amorosas. Não faço o que não tolero e é a partir daí que corto relações. Mas ainda assim, eu me considero uma pessoa tranquila, a maioria das “brigas” em que me envolvi foi sempre pra defender pessoas próximas a mim de alguma injustiça ou de alguma ofensa que fosse além do que enxergamos e entendemos como “aceitável”. Durante um tempo tive um receio de as pessoas me enxergarem somente por esse lado de quase sempre estar brigando ou discutindo, mas depois de um certo amadurecimento a gente passa a entender que não é necessário provar nada pra ninguém, só eu sei do porque de todas as coisas que aconteceram na minha vida até hoje e só eu sei também as coisas que aconteceram que me fizeram ter as atitudes que eu tive no passado independente de com quem fosse.
ELLU: Como você aprendeu a editar? E como foi decidir vender esse trabalho?
Viet: Meu contato com o Photoshop começou por incentivo de amigos, sempre estive cercado de pessoas que tem diversos tipos de talentos e algumas dessas pessoas me incentivaram a tentar a aprender, a partir daí eu corri atrás de tentar apenas por Hobby, principalmente quando começaram as fotos do mês da Ellu. Já a transição do Hobby para “Trabalho” se deu também por incentivo de amigos, muitas pessoas me procuravam pedindo para editar fotos e no início eu não cobrava nada, mas com o tempo algumas dessas próprias pessoas quiseram me pagar e me incentivaram a abrir minha própria loja, que começou como Boyz V-isuals apenas tratando de edições de Fivem, no Início desse ano houve uma reformulação e com a entrada do Blender na minha vida decidi transformar a Boyz V-isuals em “Hottie Lens” e hoje divido a loja com minha filha e sócia Mencía, sem a ajuda e incentivo dela durante todo esse processo creio que a loja nunca teria se tornado a “Hottie” e eu teria encerrado na própria época do Fivem quando ainda cuidava somente de edições.
ELLU: Referente a sua loja, como é o funcionamento da mesma e como você divide a vida de modelo para editor?
Viet: Bom, eu cuido mais da parte da preparação das fotos, hoje em dia meu foco é mais em tudo o que é feito dentro do Blender, e a minha sócia e filha Mencía cuida da parte de edição, e os lucros são divididos 50% para cada, visto que ambos trabalhamos juntos e nos ajudamos quando preciso. E sobre conciliar com a vida de modelo, é bem fácil na verdade, eu prefiro me reservar a exclusividade da Viper, mesmo que não seja algo obrigatório, mas como é a única marca que me identifico e vejo que é bem organizada, eu prefiro reservar essa área da minha vida pra eles, e como as coleções tem um bom intervalo de tempo entre seus lançamentos, acaba que consigo conciliar bem todas essas partes.

ELLU: Referente a Viper, o que te fez sair? E o que te fez voltar?
Viet: Eu entrei para a Viper em 2023 como Influenciador nas seletivas para a Softly Sassy, permaneci até depois do lançamento da Armageddon, depois disso, por algumas situações distorcidas que foram levadas até a Mady e também por conflitos externos acabou que fui desligado. No Ano passado tivemos a oportunidade de conversar e nos resolver, esclarecemos todos os pontos da visão de ambos. Com isso a situação foi resolvida e veio a Fatal Fantasy, onde fiz o formulário novamente através de incentivo de alguns amigos, acabei sendo re-integrado novamente e depois disso nos aproximamos mais do que nunca, hoje além de companheiros de trabalho dentro da Viper, mantemos uma amizade extremamente forte fora dali, algo de família.
ELLU: Tem alguém da sua vida nesse nosso mundinho que te ancora? Como você protege essas relações?
Viet: Acho que não é segredo pra ninguém que minha âncoras sempre foram a Mencía e a Sammy, nos conhecemos através de uma terceira pessoa que hoje não faz mais parte do nosso ciclo e desde então nunca mais nos soltamos, minha amizade com ambas vai além desse mundo, já nos vimos pessoalmente e por isso entro em qualquer briga que for quando se trata delas duas, passamos por muitas coisas boas e ruins mas sempre nos mantemos ali uns pelos outros. Hoje em dia tenho outras pessoas maravilhosas no meu convívio como a Aika, Night e Davi que eu já tenho uma amizade a anos, mas que se fortificou ainda mais nos últimos tempos, e a Olívia e Lua que são duas pessoas que se aproximaram de mim a um pouco menos de tempo mas que já vem fazendo total diferença nos meus dias, e assim como eles não pensam duas vezes antes de me defender de qualquer pessoa eu também não penso, acho que isso consegue resumir bem um lado meu que ninguém enxerga, que é a minha lealdade com quem está ao meu lado sempre!
ELLU: Falam que você “não presta”, que é “puto”. O que você acha que tá na raiz disso? Inveja, mal entendido, ou tem coisa que você realmente fez e reconhece?
Viet: Alguns falam com motivo, outros apenas por frustração, mas a maioria diz isso somente por não ter conseguido o que queria comigo, que era um relacionamento. Sempre fui o tipo de pessoa que deixei bem claro minhas intenções sejam elas quais fossem, seja lá com quem fosse. Se eu quisesse só putaria, eu deixava claro, se eu queria algo a mais, deixava explícito também, mas algumas pessoas não conseguem se conformar quando não conseguem aquilo que tanto almejavam, e tudo bem também, né?
ELLU: Hoje em dia você sente que tem que se explicar pra todo mundo, ou chegou num ponto de “não é da minha conta”?
Viet: Como abordei anteriormente, hoje eu não faço questão de esclarecer mais nada para ninguém, quem convive comigo sabe bem da minha realidade e da minha índole, eu deixo tudo muito explícito pra todos que se aproximam de mim e até mesmo pros que não se aproximam também, além de que as vezes precisamos ser mal vistos até mesmo pra dispersar pessoas que só querem se aproximar daquilo que reluz. Não sou nenhum santo e isso é óbvio, mas também não sou essa pessoa tão ruim que tanto falam por aí. Aliás, só sou quando provocam ou pedem isso de mim.

ELLU: Sobre o racha com a família Viet Starkov o que você pode falar? Teve um estopim, ou foi algo que foi se acumulando?
Viet: Sinceramente hoje em dia é difícil lembrar da ordem cronológica de fato, muita coisa aconteceu, houve um acúmulo de situações e o racha aconteceu de uma forma sem explicação para ambos os lados, no início do ano passado tudo simplesmente morreu, nossos grupos não haviam mais mensagens, as meninas não apareciam mais em call e eu também não me vi na posição de ter que ir atrás pra entender o que aconteceu, a partir daí cada grupo seguiu seu rumo e muitas tretas se formaram, principalmente sendo inflamadas por pessoas que nem sequer no nosso convívio estavam, acho que isso foi o que mais fez essa “confusão” escalonar pra um nível que não havia necessidade, tanto colegas meus da época quanto amigos delas se metiam e mandavam indiretas sem necessidade gerando uma situação tensa pra ambos principalmente com as coisas que eram ditas (na minha opinião) e hoje em dia pelo menos da minha parte é completamente irrelevante, elas assim como a Mencía e a Sammy foram pessoas importantes em alguns momentos da minha vida, assim como qualquer amizade tivemos momentos bons e ruins mas nada passa de memórias e somente isso, creio que cada grupo está melhor no seu canto e seguimos assim, não falo delas e acho que nem elas de mim até porque cada um sabe onde o seu calo aperta.
ELLU: Recentemente também tivemos Luna Dudark saindo da família, aconteceu algo?
Viet: Não tenho o que falar sobre a Luna, foi uma pessoa que se manteve presente durante muito tempo de uma forma surreal, mas depois de um tempo se afastou por conta de coisas da sua própria vida pessoal, tentei manter contato durante um tempo e verbalizei algumas vezes que sentia falta, sempre tentávamos marcar algo para nos reunir mas no fim ela não aparecia, eu entendi isso como um sinal de que talvez já não fosse mais a mesma coisa e só deixei as coisas seguirem como estavam, não me vi na posição e necessidade de ir atrás depois que ela removeu o sobrenome do perfil porque sempre conversamos que isso era somente algo simbólico e o que era válido mesmo eram os momentos e a cumplicidade que tínhamos, não tenho nenhum tipo de atrito com ela e a consideração continua a mesma, mas acredito que cada um esteja em um momento diferente da vida e desencontros acontecem, da minha parte está tudo bem.
ELLU: Ser visto como símbolo sexual, isso te deu poder, te deu fogo? Como se sente?
Viet: Ser visto com um símbolo sexual no meu caso vem antes mesmo desse mundo, eu já tinha essa atribuição feita pelas pessoas da minha vida pessoal mesmo. Eu me sinto só lisonjeado, não por ser considerado, mas por ser considerado e de fato conseguir exercer, muitas pessoas adoram se intitular como pessoas sexys, provocantes e qualquer coisa nessa vertente mas nem sequer sabem o que é se portar como alguém assim, ser um símbolo sexual não é só postar uma foto de cueca ou sem camisa, é conseguir exalar sex appeal até mesmo vestido da cabeça aos pés, é conseguir fazer com que tudo e todos se desdobre pra você simplesmente usando sedução.
ELLU: Tem diferença entre você se hipersexualizar e as pessoas te hipersexualizando sem a sua permissão?
Viet: Eu acho que uma coisa infelizmente acaba esbarrando na outra, durante muito tempo eu mesmo me hipersexualizei e acabou que muitas pessoas acharam que isso dava o direito de elas faltarem com qualquer tipo de respeito no meu privado ou em qualquer mínima interação. O fato de eu exibir e amar meu corpo não dá o direito de qualquer um achar que tem domínio ou direito sobre mim antes mesmo de eu verbalizar se tenho algum interesse ou não.
ELLU: Num aniversário, a gente olha pra frente. Essa versão que você tá apresentando nessa foto, é quem você é, tem uma outra versão que as pessoas ainda não conhecem?
Viet: Essa foto simboliza o olhar que muitos tiveram sobre mim até hoje, e até mesmo o patamar em que eu mesmo me coloquei e me fiz chegar, considerado como um símbolo sexual. Existem muitas versões de mim que as pessoas ainda não conhecem, e com certeza muitos deles não merecem e nunca vão conhecer. Eu sou uma pessoa que gosto de surpreender, não há nada mais satisfatório pra mim do que conhecer alguém e ouvir “você é completamente diferente do que me diziam e do que eu pensava”. E talvez essa seja a parte mais interessante sobre mim: muitos sempre acham que já me decifraram pelo que enxergaram. Mas a verdade é que a aparência atrai as pessoas, enquanto minha personalidade decide quem permanece. E sem dúvida alguma eu amo que algumas versões minhas continuem sendo um privilégio para poucos.