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Entrevista Completa – patrick swan

ELLU: Hello, Patrick! Seja muito bem-vindo à ELLU Magazine. Como você se apresenta hoje: Vipera da Viper Couture, dono da Bombadeira Swan, Patrick das edições ou os três ao mesmo tempo?

Patrick: Hoje, com certeza, eu me apresento como Bombadeira Swan, kkk. Perdi meu nome para esse título. Às vezes, pelas cidades, não conhecem Patrick, mas conhecem a Bombadeira!


ELLU: Como foi sua chegada à Viper Couture? Lembra do primeiro momento em que sentiu: “Agora eu sou da casa”?

Patrick: A minha chegada foi há muito tempo, no Fluffly Bitch, na Style, há uns quatro anos. E, por incrível que pareça, sempre me senti em casa, porque a Madison é muito receptiva e, na época, a Paty estava bem ativa na marca também. Então, sempre tive esse carinho grande por ambas!


ELLU: O que mudou na sua vida desde que você entrou nessa comunidade Fiveworld? Como você sente o ambiente hoje? Prefere o momento atual ou sente saudades de quatro ou três anos atrás?

Patrick: Falando sobre FiveM, com certeza o ambiente de quatro anos atrás era mil vezes mais aconchegante e legal. Embora a toxicidade sempre tenha existido, nessa época as coisas não tomavam escalas gigantescas como hoje em dia, com a popularização do Insta Global etc., que é um meio de comunicação muito grande atualmente, né?!


ELLU: Muita gente te conhece e gosta de você pela sua personalidade, e isso vem de muito tempo. Por que você acha que as pessoas se conectam tanto com você?

Patrick: A melhor coisa do mundo para mim é ser conhecido por ser simpático. O FiveM, para mim, sempre foi um lugar que eu via como uma distração, onde eu deveria entrar para me divertir nas horas vagas. Então, eu sempre tentei levar isso dessa forma, sendo legal com as pessoas, porque isso é totalmente de graça e te traz frutos maravilhosos.

Também tem toda essa questão de ter sido um dos primeiros meninos a começar a se vestir com roupas femininas e que fazia também aquelas maquiagens mais trend há alguns anos, né? Então, tem essa questão também, que é muito importante para mim. Acho que o tipo de mensagem que mais recebi na minha vida foi de meninos que deixaram o slot feminino por se inspirarem no meu modo de ser, sabe? E isso também não tem preço!


ELLU: Como é para você ser uma Vipera da Viper Couture? Quanto tempo demorou até chegar a esse posto?

Patrick: É incrível ser uma Vipera, ainda mais tendo como colegas a Aika e a Marcella, completando o casting comigo, porque somos muito amigos e trabalhar junto com elas é sempre incrível. Meio que isso deixa de ser um trabalho e se torna só diversão, sabe?

Também tem a questão do destaque que ganhamos na Viper, que é a maior loja atualmente do Five/Meta, o que é muito bom para mostrarmos nosso trabalho e atingirmos pessoas de todas as bolhas também. Além de tudo isso, ainda temos a consultoria de pessoas incríveis, como a Mady, o Felipe, o Malik, o Salazar… Sabe? Então, isso é incrível!

E, sobre a demora, demorou muito para chegar a esse ponto, porque, no começo, só eram para ter Viperas mulheres, mas a Mady sentiu que eu devia fazer parte, e eu amo muito isso!


ELLU: Também gostaríamos de saber: o que faz uma Vipera? Muitas pessoas olham como um cargo de close, o que realmente é, mas quais trabalhos existem por trás disso?

Patrick: Ser Vipera, ao contrário do que todos acham, não é só glamour. As Viperas basicamente são responsáveis pela organização de quase tudo em eventos grandes, como desfiles, seletivas etc. Além disso, participamos de boa parte da criação de coleções e minicoleções, dando apoio criativo, ajudando com opiniões, inspirações para looks etc.

Às vezes, até dublês nós somos, dependendo de como as coisas estão, hahaha!


ELLU: Bombadeira, de onde veio a ideia da loja? Ela já nasceu com esse conceito ou foi se transformando?

Patrick: A ideia da loja não foi nem minha, acredita? A princípio, eu não ia continuar trabalhando com isso por conta do trabalho de assessor, que já toma muito do nosso tempo. Mas, um dia, o VG (Vinicius Prinxx) criou o Discord da loja e me mandou o convite. Disse para eu chamar as pessoas, e foi crescendo mais e mais e mais. Então, meio que muito disso é graças a ele.


ELLU: A Bombadeira hitou muito e se tornou referência. Hoje, você tem pessoas aguardando a abertura das filas. Você esperava esse tamanho de repercussão?

Patrick: Eu não esperava que chegaria a esse ponto, porque, como acabei de dizer na resposta anterior, não era algo que eu levaria tão a sério. Mas, a partir do momento em que comecei a levar a sério e estudar para melhorar, imaginei que cresceria, sim, porque tudo que eu faço, sempre coloco muito amor e dedicação.


ELLU: Qual foi o personagem que mais te deu orgulho de entregar? Algum que você sentiu que aprimorou todo o seu trabalho e fez pensar algo como: “Meu Deus!”?

Patrick: Tiveram MUITOS personagens que eu amei muito fazer. Tenho noção de que já tivemos muitos resultados incríveis na loja, mas a RuPaul foi um divisor de águas para mim. Quando fiz ela pela primeira vez, chegou com uma proposta totalmente fora do que eu era acostumado, e isso fez eu querer buscar mais conhecimento e me esforçar em dobro para entregar o que ela queria. No fim, ela amou tudo, e eu amei mais ainda. A maquiagem drag sempre foi algo de que gostei muito.


ELLU: Você deixa os personagens mais realistas e bombados no Blender. Como é esse processo, do zero até o resultado final?

Patrick: É um processo grande para mim, porque, como eu sempre falo, sou MUITO detalhista. Então, às vezes, um trabalho que duraria um dia eu transformo em cinco, sabe?

Mas, basicamente, o processo começa no ticket. Eu peço para a pasSwante me mandar uma referência ou duas, no máximo. Se a pasSwante quiser misturar muitas referências, peço que faça uso de IA para ver se realmente vai gostar de como vai ficar antes de começar.

Uma vez que a pasSwante me manda a referência, começo a pré-escultura e deixo os formatos do rosto o mais parecidos possível com os da referência. Depois disso, começo a encaixar os detalhes da pele na UV pelo Photoshop. Uso Photoshop, IbisPaint e também inteligência artificial para acabamentos e realces nos projetos.

Depois que sinto que a base da pele está boa, levo novamente para o Blender, onde finalizo a modelagem, sempre comparando com a foto da referência para deixar o mais próximo possível.

Quando estou prestes a finalizar, fecho o arquivo e vou para outro personagem, para que eu possa voltar novamente àquele arquivo depois, com a mente mais limpa daquele rosto que fiquei encarando por horas, sabe? Kkk.

Quando termino os meus retoques e sinto que estou pronto para entregar, mando para o cliente em todos os ângulos, para ele dar os toques finais, dizer se quer mudanças etc. Depois das mudanças e da aprovação, eu só entrego, e esse é o processo na maioria das vezes!


ELLU: Quanto tempo leva para finalizar um personagem e qual é a linha entre deixá-lo realista e preservar a identidade de quem está sendo retratado?

Patrick: O personagem-base geralmente eu crio em um dia, se pegar de manhã e for até o fim do dia. Mas, como eu disse, sempre prolongo para manter comigo o personagem pronto e voltar nele sempre até me sentir preparado para entregar, sabe? Acho que isso é o que mais me ajuda a chegar a um resultado que agrade a mim e à pasSwante.

E, sobre “preservar a identidade”, às vezes depende muito. Na maioria das vezes, hoje em dia pelo menos, as pessoas já vêm querendo um CPF novo, sabe? Então, a gente só quebra tudo e faz de novo mesmo, kkkkk.


ELLU: Você se considera perfeccionista? O que faz você olhar para uma peça e dizer: “Está pronta”?

Patrick: Sim, sou perfeccionista. Trabalho com beleza desde que me entendo por gente e fui ensinado desde sempre que os detalhes fazem a diferença. E pode parecer clichê, mas isso é um defeito gigante para mim. Na maioria das vezes, eu me enrolo muito justamente por isso, e levo isso para a terapia sempre que possível.


ELLU: Como surgiu a família Swan? Quem faz parte dela hoje em dia?

Patrick: A família Swan surgiu nas Maldivas há uns cinco ou seis anos. Eu e o Hyo interpretávamos irmãos gêmeos nessa época, kkkk, mas acabou que ele interpretou diversas personagens e eu acabei pegando o Swan para mim.

Depois que eu e o Hyo tivemos um leve distanciamento (não por briga, apenas a vida mesmo), eu só quis aumentar a família na primeira Aspen. Na época, eu tinha um relacionamento sério com o Matth e adotamos o Fred/Kiara. Kiara virou meu xuxuzinho e me fez amar essa vida de web pai.

Logo depois da Kiara, adotei o Liam e o Yuri. Hoje, eu e Yuri não temos proximidade, acabamos nos distanciando e agora ele atende como Yuri Light, mas sempre vai ser meu neném também.

A família Swan tem tanta gente hoje, kkk. Mas vamos lá: Minerva, Alucard, Cael, Kaelion, Liam, Kiara, Nicolas, Giu, Nickyta, Raquel, Rafaela… E eu não vou lembrar de todos aqui, porque tem alguns distantes também, tem filho de filho, tem primos, tem Swans de consideração etc. Mas esses são os que estão há mais tempo, acredito eu. E, se eu esqueci alguém, não me matem!


ELLU: Você é muito apegado aos seus filhos. Como é a rotina deles com você? Como consegue acolher todos em meio à rotina?

Patrick: Hoje em dia, meus filhos cresceram e eu não mantenho muito contato com nenhum praticamente. O único que sempre me manda um “eu te amo” do nada é o Liam, que sempre foi meu grudinho, mas a vida é tão corrida que mal podemos nos juntar. Mas foram o Lilico… Eu passo a maior parte do tempo com os meus irmãos: Minerva, Cael, Alucard e Kaelion.


ELLU: Não esquecemos: você ficou bastante conhecido no início pelas suas edições, suas makes e cabelo. Hoje em dia deu uma diminuída, certo? Mas ainda tem aí o Patrick das edições?

Patrick: Existe, sim, o Patrick das edições aqui, mas infelizmente hoje ele não tem tanto tempo para entrar em ação como tinha antes. De certa forma, ele sempre está presente, porque as maquiagens e facemasks acabam sendo edição também, mas acredito que a pergunta não seja essa.


ELLU: Quais são os próximos planos para a Bombadeira Swan?

Patrick: Ai, queria muito implementar Little Swans, sabe? Swanfluencers. Mas tudo isso é algo que preciso estudar muito para não bagunçar essa agenda doida que tenho. Na maioria das vezes, consigo fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas dizer que gosto disso eu não posso. Eu amo me concentrar em uma só coisa de cada vez, sabe?


ELLU: Como é para você estar estrelando a Global de Outubro? Qual é a sua visão sobre a ELLU hoje em dia no cenário do FiveM/Meta?

Patrick: É sempre uma honra enorme fazer parte de qualquer coisa que seja na ELLU. A Klausdela sabe o quanto admiro o império que ele criou e como faz isso para enaltecer e dar espaço/visibilidade para tantas pessoas. Fazer parte de uma edição tão específica, tendo destaque, é algo MUITO importante para mim e para minha carreira. Então, muito obrigado, equipe ELLU! Eu sempre vou ser fã.


ELLU: Se pudesse mandar um recado para quem te acompanha desde o início, qual seria?

Patrick: Eu diria um obrigado de todo o coração por terem me apoiado a ser um gayzão de saia, calcinha e cílios. Por falarem bem das minhas edições desenhadas no Ibis, que eram tão julgadas no início e hoje viraram moda. Por terem me tratado com carinho e falado comigo com gentileza. Por terem compartilhado comigo, provavelmente, alguma mensagem de admiração. Por confiarem em todas as minhas loucuras, por curtirem as fotinhos que faço e por estarem lendo essa matéria que a Klausdela está fazendo com tanto carinho.

Enfim, obrigado por tudo, meus cisnes lindos! E sempre que puderem, façam o bem e sejam gentis. Já temos que lidar com muita maldade lá fora!