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MASON MAJESTIC ABRE AS PORTAS DE “FRAGMENTUM” E REVELA A CONSTRUÇÃO DE SUA NOVA ERA

Entre fantasia, conflitos internos e um parque de diversões que representa sua própria mente, cantor inicia uma nova fase mais pessoal e prepara o lançamento de seu próximo single.

Mason Majestic — Foto: Reprodução/ELLU GROUP

Depois de apresentar 1908, projeto pensado para introduzi-lo ao cenário, Mason Majestic decidiu ir além da imagem construída e transformar sentimentos e experiências pessoais em música. É desse movimento que nasce Fragmentum, sua nova era e também o nome do álbum que será lançado em breve. O conceito parte de uma ideia curiosa: um parque de diversões que, em vez de apenas proporcionar uma fuga da realidade, funciona como uma representação da própria mente do artista.

“Fragmentum é um parque temático que faz uma analogia à minha mente, como se cada área temática desse ambiente representasse um sentimento, um espaço da minha cabeça”, explica Mason.

O parque será dividido em cinco áreas, explorando sentimentos como amor, autoconhecimento, medo, raiva e angústia. É dentro desse universo que surge Fractus, alter ego e “irmão gêmeo” de Mason, responsável por representar uma parte mais sombria dessa construção.

O PRIMEIRO FRAGMENTO

A primeira porta de entrada para esse universo foi Rumores. A faixa marcou uma mudança na sonoridade e também na maneira de Mason se expressar artisticamente, trazendo a história de uma paixão que não deu certo e os sentimentos que permanecem depois dela. No clipe, acompanhamos essa experiência enquanto Fractus começa a ganhar força. Mais do que um vilão, ele representa pensamentos, inseguranças e frustrações que podem surgir dentro da própria mente.

“Eles são dois lados da mesma pessoa. Enquanto Mason tenta seguir em frente, Fractus insiste em fazê-lo voltar para aquilo que o machucou”, explica.

Mason Majestic — Foto: Reprodução/INSTAGRAM

AGORA, ENTRAMOS NO PARQUE

Se Rumores abriu as portas, Quem Não Me Vê Sangrar promete levar o público para dentro delas. O próximo single chega acompanhado de um novo clipe, produzido por Felipe Gilmore, e coloca Fractus ainda mais no centro da narrativa. A história acontece em Fire Town, uma das cinco áreas temáticas do parque, dedicada à raiva, ao rancor e ao sentimento de injustiça.

“Agora entramos realmente dentro do parque”, revela Mason.

A música também apresenta uma nova postura do personagem. Diferente de Rumores, o cantor abandona a posição de vítima e assume uma narrativa mais ácida e provocativa, respondendo a comentários, cobranças e ataques que enfrentou. A própria letra expõe esse conflito entre imagem pública e realidade, enquanto versos como “me tornei fantoche da minha criação” refletem um período em que Mason sentiu que a persona havia ocupado espaço demais em sua vida. Para ele, essa percepção também representa uma virada: a criação deixou de conduzir suas escolhas e voltou a ser uma ferramenta de expressão. No clipe, Fractus assume o protagonismo, mas Mason define a música como uma fusão entre os dois. Afinal, Quem Não Me Vê Sangrar nasce justamente do conflito entre diferentes perspectivas.

Mason Majestic — Foto: Reprodução/ELLU GROUP

UM ÁLBUM EM FRAGMENTOS

Rumores e Quem Não Me Vê Sangrar são apenas partes de uma história maior.

Além das faixas e dos videoclipes, Fragmentum contará com interludes que conectam os acontecimentos e aprofundam a relação entre Mason e Fractus. Esses momentos também apresentarão manifestos dos dois personagens, revelando diferentes perspectivas sobre os mesmos acontecimentos. E há ainda um mistério escondido nessa narrativa: um terceiro alter ego. Por enquanto, Mason só permite que o público conheça sua inicial: “V”.

“E é só isso que posso revelar por enquanto”, brinca.

Apesar de toda a fantasia construída ao redor do parque, o álbum também representa algo bastante real. Cada parte do projeto carrega experiências, sentimentos e aprendizados vividos pelo próprio artista.

QUANDO AS LUZES SE APAGAM

No fim, Fragmentum não é apenas sobre Mason e Fractus. É sobre entender que diferentes partes de uma mesma pessoa podem coexistir. E, quando perguntamos quem permanece depois que o público deixa o parque, a resposta de Mason deixa de lado os personagens e volta para a pessoa:

“Quando o público vai embora, quando o espetáculo termina e as luzes se apagam, ainda existe o Mason. E, hoje, eu gosto muito mais de quem ele é.”

As portas de Fragmentum já estão abertas. Depois de Rumores, o público se prepara para entrar em Fire Town através de Quem Não Me Vê Sangrar. E, enquanto novas áreas, personagens e fragmentos ainda permanecem escondidos, Mason parece ter deixado uma certeza: para conhecer essa nova era, será preciso olhar para além das luzes.