


É impossível não falar sobre a grande passarela que temos à nossa disposição, principalmente diante de diversos fashion shows que aconteceram e os que aguardamos ansiosamente.
Existe um momento em que uma tendência deixa de ser apenas uma tendência e passa a fazer parte da identidade de uma comunidade. No FiveM, a moda parece ter chegado exatamente nesse ponto.
O que antes poderia ser visto apenas como uma forma de vestir personagens ganhou proporções muito maiores. Hoje, coleções são apresentadas com conceitos próprios, campanhas ganham direção artística, modelos são escolhidos para representar determinadas estéticas e eventos transformam o lançamento de roupas em experiências que envolvem música, fotografia, performance, narrativa e, principalmente, público.
Em 2026, alguns acontecimentos deixaram isso ainda mais evidente.
O FiveM se tornou uma verdadeira passarela. Não necessariamente uma passarela no sentido tradicional da moda, com modelos caminhando diante de uma plateia e apresentando uma coleção peça por peça. É uma passarela que pode existir dentro de um evento, de uma campanha, de um desfile de coleção, de um photoshoot ou até mesmo na própria cidade virtual. E talvez seja justamente essa liberdade que esteja tornando a moda dentro do FiveM tão interessante.
Uma passarela que não precisa de um lugar físico
Quando pensamos em moda, é comum imaginar grandes semanas de moda, modelos, iluminação, fotógrafos, uma trilha sonora e uma coleção sendo apresentada diante de uma plateia.
No FiveM, todos esses elementos podem existir, mas não precisam obedecer às mesmas regras. A passarela pode ser uma rua, um evento, uma festa, um ensaio produzido no Blender, pode ser uma coleção inteira apresentada através de uma campanha. E pode, principalmente, ser um universo criado especificamente para que aquela moda exista.
Essa possibilidade fez com que marcas e criadores encontrassem no FiveM um espaço onde a roupa não precisa ser apenas o produto final. Ela pode fazer parte de uma narrativa. É aí que a moda virtual começa a se aproximar cada vez mais do entretenimento.

BGDA - LOVEKILLER
Quando uma coleção vira experiência. Um dos grandes exemplos dessa movimentação em 2026 veio com a LOVEKILLER e o universo de BGDA (Bad Gals Don't Apologize).
O projeto ganhou atenção justamente por não se limitar à apresentação convencional de roupas. O conceito da marca foi construído ao redor de uma identidade própria, com estética, personagens, cenários e uma narrativa que ajudaram a transformar a coleção em algo muito maior do que um simples lançamento.
Em abril, o BGDA mostrou como uma apresentação de coleção pode funcionar também como um acontecimento dentro da comunidade. E esse é um ponto importante: o BGDA não foi necessariamente um fashion show tradicional. Pelo contrário, o projeto ajudou a mostrar que, dentro do FiveM, uma coleção pode ganhar visibilidade justamente por estar inserida em um universo maior. A roupa deixa de aparecer isoladamente e passa a existir dentro de uma estética.
É a mesma lógica que grandes marcas utilizam fora do jogo: criar desejo não apenas pelo produto, mas pelo mundo que existe ao redor dele. A LOVEKILLER conseguiu levar essa ideia para dentro do FiveM. E o resultado foi uma produção que ajudou a colocar novamente a moda no centro das atenções.

INFAMOUS - VIPER COUTURE
Pouco tempo depois, outro nome mostrou a força que uma coleção pode alcançar dentro desse universo: Infamous, by Viper Couture.
A chegada da Infamous trouxe uma estética completamente diferente e uma proposta que ultrapassa a simples apresentação das peças. A própria coleção nasceu de uma identidade muito específica. Em entrevista à ELLU, Madison Montgomery explicou que a Infamous surgiu com uma proposta mais sóbria, obscura e pessoal, inspirada por referências vampirescas, pelo streetwear alternativo e pela cultura pop.
O resultado foi uma coleção pensada não apenas para vestir personagens, mas para comunicar uma estética. E isso ficou ainda mais evidente na maneira como ela foi apresentada.
A Infamous ganhou campanha, personagens, produção visual e até uma conexão direta com a música através do VSRA, grupo criado especialmente em parceria com a Viper Couture para a divulgação da coleção.
Quatro artistas de grupos diferentes se reuniram em torno de uma mesma identidade visual, enquanto a coleção servia como ponto de partida para música, clipe, narrativa e estética.
Mais uma vez, não estamos falando simplesmente de um desfile de moda tradicional. Estamos falando de uma coleção que conseguiu ocupar diferentes espaços dentro da cultura do FiveM.
E talvez essa seja justamente a maior evolução da moda dentro desse universo. Quando a roupa deixa de ser apenas roupa. A Infamous também representa uma mudança importante na maneira como as próprias peças são pensadas. Segundo Madison, a coleção buscou trabalhar as texturas de maneira mais versátil, permitindo que determinadas peças pudessem assumir diferentes materiais e aparências. A ideia era evitar que uma peça ficasse limitada a uma única interpretação visual.
Isso demonstra algo que muitas vezes passa despercebido quando falamos sobre moda no FiveM: existe um trabalho criativo e técnico enorme por trás daquilo que vemos na tela. Modelagem 3D, texturização, composição, direção artística e edição fazem parte desse processo.
E quando esse trabalho é colocado dentro de uma campanha bem produzida, ele deixa de parecer simplesmente um item digital.
Ele passa a contar uma história.

SPICY SECRETS - SPICY SOCIETY
E então chega o Spicy Secrets. É nesse cenário que o Spicy Secrets chega. E talvez não seja coincidência que um projeto como esse apareça justamente depois de um ano em que a moda virtual ganhou tanta força.
O Spicy Secrets chega em um momento no qual o público já está acostumado a esperar mais de uma coleção. Não basta apenas apresentar roupas bonitas, existe uma expectativa por conceito, por estética, produção e experiência. Por aquele momento em que uma coleção consegue fazer o público parar para olhar.
A própria identidade visual associada ao projeto já trabalha com elementos fortes como couro, transparência, amarras e uma estética marcada pela relação entre poder e sensualidade.
E é exatamente aí que o Spicy Secrets se encaixa nessa história. Ele não precisa ser o primeiro, porque a passarela já estava sendo construída. Uma sequência que diz muito sobre o FiveM
Se olharmos para esses acontecimentos isoladamente, podemos enxergar apenas três projetos diferentes: o BGDA da LOVEKILLER; Infamous da Viper Couture e agora o Spicy Secrets.
Mas, quando colocamos os três lado a lado, aparece um padrão. A moda está ganhando espaço como entretenimento. As coleções estão sendo apresentadas como experiências. As marcas estão criando universos próprios. E o público não está apenas comprando ou utilizando roupas, está acompanhando histórias, campanhas, personagens, eventos e conceitos.
Essa transformação é especialmente interessante porque acontece em um ambiente onde praticamente tudo pode ser criado do zero. E um desfile pode acontecer em um espaço que, poucas horas antes, sequer existia.
O FiveM encontrou sua própria Fashion Week? Talvez seja cedo para dizer que estamos diante de uma “Fashion Week” do FiveM. Mas é difícil ignorar os sinais.
Grandes coleções estão recebendo campanhas cada vez mais elaboradas. Marcas estão construindo identidades próprias. Criadores estão utilizando Blender e outras ferramentas para transformar ideias em imagens. Músicos estão participando de campanhas de moda. Modelos e personagens passaram a ter um papel importante na apresentação dessas coleções.
A diferença é que, no FiveM, não existe necessariamente uma única semana ou um único lugar para tudo isso acontecer.
O BGDA mostrou a força de transformar uma coleção em experiência.
A Infamous mostrou como a moda pode se conectar com música, narrativa e cultura visual, alcançando públicos para além do próprio GTA.
E o Spicy Secrets chega para continuar alimentando essa movimentação. Não é necessário que todos esses projetos sejam classificados como “fashion shows”. Uma maneira em que designers podem construir peças sem limitações físicas, fotógrafos podem criar cenários impossíveis, modelos podem assumir identidades completamente diferentes e marcas podem transformar uma coleção inteira em um universo.
E quando tudo isso se encontra, a roupa deixa de ser apenas roupa, vira personagem, narrativa, identidade, evento e cultura.
Por isso, quando o Spicy Secrets chegar, talvez não estejamos apenas diante de mais uma coleção.
Estamos diante de mais um capítulo de uma história que 2026 vem contando muito bem: o FiveM não está apenas vestindo seus personagens.