Skip to content Skip to footer

Seraphin Hilton: entre a arte, a comunidade e a vontade de construir junto

Algumas trajetórias dentro do metaverso começam com grandes planos. Outras simplesmente acontecem. A de Seraphin Hilton parece pertencer ao segundo grupo. Sua aproximação com a comunidade artística do FiveM nasceu, antes de qualquer coisa, de admiração. Ao conhecer cada vez mais pessoas envolvidas com produção artística, moda, música e criação, passou a enxergar com outros olhos o trabalho daqueles que dedicam tempo e criatividade para movimentar esse universo. E, para alguém que sempre teve como característica a vontade de ajudar, não demorou para que essa admiração se transformasse em participação.

Foi assim que, em 2025, próximo à quinta edição do PAM, Seraphin encontrou uma oportunidade de entrar de vez nesse universo. O Spotifive havia aberto um formulário em busca de novos colaboradores e ele decidiu se candidatar. A entrada na equipe acabou sendo um dos primeiros passos de uma trajetória que, com o tempo, o colocaria em contato com diferentes projetos e pessoas importantes da cena.

Mais recentemente, esse mesmo espírito o aproximou da Dream Records. A participação na gravadora aconteceu de maneira ainda mais espontânea. Lana, uma de suas grandes amigas, comentou em uma conversa que precisava de alguém para dar suporte à equipe. Seraphin, fiel àquilo que parece ser uma das principais características de sua personalidade, simplesmente se colocou à disposição. Para ele, ajudar quando está ao seu alcance nunca foi algo que precisasse de grandes motivos.

Em abril de 2025, Seraphin passou a conquistar um pouco mais de visibilidade através de seus trabalhos produzidos no Blender. Naquele momento, a ferramenta ainda representava um nicho relativamente novo dentro da comunidade, com poucas pessoas explorando suas possibilidades. Seus primeiros passos aconteceram com o auxílio do amigo Nicolas Kohli, responsável por ensiná-lo o básico da ferramenta.

O que começou como aprendizado rapidamente se transformou em fascínio.

Seraphin encontrou no Blender algo que ia muito além de uma ferramenta técnica. Encontrou liberdade. A possibilidade de transformar ideias em imagens, experimentar conceitos e criar ambientes que antes existiam apenas em sua cabeça fez com que a produção visual se tornasse uma parte importante de sua identidade dentro da comunidade artística.

E talvez seja justamente essa combinação entre criatividade e disponibilidade que explique algumas das relações que construiu ao longo do caminho.

Seu contato com a Sickworld, por exemplo, aconteceu através de Tigor. A aproximação teria começado a partir de suas fotografias e, posteriormente, veio o acesso às peças da marca. Com o tempo, a relação se fortaleceu até que Seraphin recebeu o convite para integrar a Society.

Com a Trevor Labs, a história começou ainda antes de a própria loja existir. Mais uma vez, o ponto de partida foi a vontade de ajudar. Seraphin auxiliou Trevor em algumas dúvidas e questões relacionadas ao Blender e, quando a marca começou a ser estruturada, recebeu o convite para atuar como um de seus influenciadores. Posteriormente, passou também a contribuir em algumas questões administrativas.

Já a relação com a Youthkill possui um componente ainda mais pessoal. Seraphin conheceu Cassiel quando os dois faziam parte da mesma fraternidade e, mesmo depois de Cassiel criar sua própria, a amizade continuou crescendo. Essa proximidade permitiu que Seraphin acompanhasse de perto o desenvolvimento da marca e tivesse a confiança necessária para participar de algumas decisões.

Foi nesse processo que passou a observar algo que considera fundamental: a dedicação de Cassiel.

Seraphin acompanhou de perto o processo de criação da Youthkill, vendo coleções serem reformuladas, peças serem criadas, refeitas e até descartadas. Observou dias inteiros dedicados a detalhes que talvez passassem despercebidos para grande parte do público, mas que jamais escapariam aos olhos do próprio Cassiel. Foi justamente esse cuidado, essa exigência e a preocupação em entregar algo realmente bem feito que fizeram Seraphin admirar ainda mais o projeto.

Para ele, não há dúvida de que Cassiel ainda pode se tornar um dos grandes nomes do cenário, e poder acompanhar e participar dessa história é algo que considera especial.

Essa maneira de enxergar as marcas também influencia diretamente as parcerias que aceita. Para Seraphin, o critério é simples: antes de associar sua imagem a um produto, ele se pergunta se realmente o usaria e se recomendaria aquilo para outras pessoas. Se a resposta for positiva, o convite normalmente faz sentido. Mais do que simplesmente divulgar algo, existe a preocupação de acreditar naquilo que está representando.

Por trás do artista e do colaborador, porém, existe também uma forte rede de relações que ajudou a sustentar sua caminhada. Suas duas famílias de RP ocupam um espaço importante nessa história.

Os Dudark foram seu primeiro grande ponto de apoio quando começou a frequentar cidades mais presentes na comunidade artística, ainda em 2025, durante a segunda season da Riverside. A conexão começou através de um amigo em comum, mas a convivência fez com que o vínculo ultrapassasse aquela primeira amizade e se estendesse aos demais integrantes da família.

Pouco depois, por volta de julho de 2025, durante o retorno da R2, surgiu sua aproximação com os Hilton. Foi quando conheceu Hera e, entre conversas e encontros, a relação se desenvolveu naturalmente.

Apesar de diferentes, as duas famílias acabaram ocupando funções semelhantes em sua vida: lugares de confiança, amizade e suporte. São espaços onde Seraphin encontrou pessoas nas quais pode confiar e com quem compartilha não apenas momentos dentro do RP, mas também experiências que contribuíram para sua trajetória.

Entre os Dudark, ele destaca especialmente Diana e Ethel. A relação entre os três é marcada pela troca constante, seja ajudando uns aos outros, aprendendo coisas novas ou simplesmente compartilhando momentos mais cotidianos, como assistir a filmes ou jogar juntos. É uma amizade construída justamente na reciprocidade e no apoio.

Nos Hilton, o destaque fica para Sam, seu irmão e confidente. Seraphin descreve os dois como pessoas de personalidades muito parecidas e conta que, mesmo em pouco tempo, conseguiu se sentir completamente à vontade ao lado dele. Uma proximidade que ultrapassa o simples vínculo familiar dentro do RP e se transforma em amizade.

No fim, talvez exista uma linha que conecte todas essas partes da trajetória de Seraphin: a construção coletiva.

Seja dentro do Spotifive, da Dream Records, ao lado de marcas como Sickworld, Trevor Labs e Youthkill, através de suas fotografias no Blender ou dentro de suas próprias famílias de RP, Seraphin parece ter encontrado seu espaço não necessariamente tentando ocupar o centro, mas contribuindo para que outras pessoas e projetos também possam crescer.

Sua história é menos sobre chegar sozinho a algum lugar e mais sobre todas as pessoas que encontrou pelo caminho, e sobre aquilo que pôde devolver a elas.