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UM MÊS PRA CONTAR DEPOIS

O último mês na RUA2 teve daqueles calendários que parecem não caber em trinta dias. Entre quadras lotadas, uma pista de dança estreando pela primeira vez, becas subindo ao palco e uma tabela que muda a cada temporada, a UMAR lembrou por que o universitário deixou de ser só pano de fundo e virou, de fato, um dos lugares onde a cidade mais se revela. E isso fica claro em cada detalhe: na disputa acirrada por medalhas, na coreografia que arranca aplausos, no choro de quem se forma e na fraternidade que sobe posições depois de meses de trabalho silencioso.

Foi um mês para relembrar por que tanta gente escolhe ficar.

Os tão aguardados Jogos Universitários voltaram, e dessa vez com um time de arbitragem novo e qualificado, garantindo que a segurança dos alunos estivesse em primeiro lugar do início ao fim. A Rua2, mais uma vez, apostou em inovação: touro mecânico, pular corda, dança das cadeiras, queimada, corrida do saco e diversas outras modalidades tomaram conta do campus. O resultado foi a maior participação já vista nas edições do evento, com 16 fraternidades disputando lado a lado.

Mais do que uma disputa esportiva, foi um momento em que os alunos da UMAR puderam mostrar do que são feitos e lutar, medalha a medalha, pelo nome que carregam no peito. Quem saiu na frente foi a Neon, que trouxe para casa três medalhas de ouro e deixou claro por que segue sendo referência quando o assunto é desempenho sob pressão. Em segundo lugar, uma volta por cima e tanto: os Sharks, que viviam praticamente desaparecidos da cidade, retornaram de um hiato e garantiram seu lugar no pódio com uma medalha de ouro e duas de prata. O terceiro posto ficou marcado por um empate técnico daqueles de tirar o fôlego, entre Skulls, Fox e KKT.

Vale destacar também a ascensão de fraternidades que vêm ganhando corpo na cidade. A própria KKT, que fechou o pódio em terceiro, mostrou que chegou para disputar de igual para igual. Ao lado dela, nomes como Hotties, Sirens, Obscury e as tão temidas BTD e Black Wolves provaram que o universitário da Rua2 está longe de girar só em torno das fraternidades mais tradicionais. E, claro, nada disso teria o mesmo brilho sem Claudette e Feng Min, apresentadoras oficiais dos jogos, que conduziram cada disputa com simpatia, tirada certeira e trocadilhos no timing perfeito.

Enquanto as quadras ainda respiravam a adrenalina dos jogos, a UMAR abriu espaço para uma modalidade completamente nova na cidade: o primeiro Torneio de Dança. E o resultado não poderia ter sido mais certeiro. Diversas fraternidades entraram na disputa, mas quem realmente arrancou aplausos por sincronia e por um set capaz de contagiar toda a plateia foram as Hotties, que já vinham em ascensão constante e confirmaram, na pista, que essa evolução é tudo, menos coincidência.

Depois da adrenalina das quadras e da energia da pista de dança, a UMAR viveu um dos momentos mais bonitos do calendário universitário: o Baile de Formatura. Em uma noite marcada por becas, discursos e a certeza de dever cumprido, a cidade parou para celebrar seus novos formandos, em um evento grandioso que fechou o ciclo de mais uma turma dentro da RUA2.

Mas nem só de medalhas e coreografias vive o universitário. Todo semestre, chega o momento em que a RUA2 confere quem realmente se manteve firme ao longo dos meses: o ranking geral das fraternidades. Diferente do que os Jogos Universitários por si só poderiam sugerir, a permanência no topo exige pontuação em uma série de outras tarefas ao longo da temporada, o que torna essa disputa ainda mais completa do que qualquer evento isolado. A disposição veio diferente das edições anteriores, mas o resultado repetiu o que já tinha acontecido nas quadras: a Neon também conquistou o primeiro lugar no ranking geral. Logo atrás vêm os Skulls, em segundo, e a Clutch, em terceiro.

Ficar entre as dez primeiras colocações do ranking geral é o que garante a uma fraternidade o status de “primária” dentro da cidade, e é exatamente isso que torna essa disputa tão disputada semestre após semestre. Nesta edição, três fraternidades que até então ocupavam posição secundária conquistaram, com trabalho e consistência, sua ascensão: Hotties, KKT e Sirens agora são primárias.

No fim, talvez seja isso que explique por que o universitário da RUA2 nunca perde força: porque nunca dependeu de um único evento. São os jogos que testam limites, a pista que revela talentos novos, a formatura que fecha ciclos e o ranking que recompensa quem se manteve firme mês após mês. Juntos, eles contam a mesma história de sempre, a de fraternidades que crescem, caem, voltam e continuam disputando um lugar dentro dessa cidade.

E se um mês inteiro já rendeu tanto, fica a pergunta no ar: o que a próxima temporada guarda para a UMAR?