
A Viper Couture não precisa de apresentações. Mas a Infamous, a mais recente coleção da marca, chegou com uma proposta que vai além das roupas, e Madison Montgomery estava pronta para explicar o porquê. Em entrevista exclusiva, a designer revelou os bastidores da coleção, os detalhes que o público ainda não viu, e os próximos passos de uma marca que parece incapaz de parar de evoluir. Entre planos de entrada no metaverso e rumores de uma possível pausa, Madison fala com a franqueza de quem construiu algo grande, e sabe exatamente o que está fazendo com isso.
ELLU: Madison, de onde veio a Infamous? Qual foi o ponto de partida dessa ideia?
Madison: É, então… a Infamous surgiu um pouco depois da SlutBabe. Eu já tava cansado daquele conceito mais fofo, colorido e em tons pastéis, então senti que precisava criar algo mais sóbrio, obscuro e mais pessoal também. Quando a SB saiu, aconteceu a quebra da criptografia, e isso me deixou muito em dúvida se existiria uma continuação ou não. A Infamous nasceu muito dessa indecisão, mas ao mesmo tempo eu já tinha em mente qual direção seguir caso ela acontecesse. Acabou virando a coleção mais pessoal da minha carreira até agora, porque é muito inspirada na minha pessoal real, são as peças que eu uso, referências que acompanho e coisas que realmente fazem parte de mim. Tudo começou com uma pergunta: “se eu fosse um vampiro em 2026, o que eu vestiria?”. E a coelção é uma resposta e essa pergunta, assim surgindo a Infamous surgiu, trazendo referências de swag, streetwear alternativo e outras estéticas nesse universo.

ELLU: Como foi o processo criativo dessa coleção comparado às anteriores?
Madison: Então, comparada às outras, essa coleção teve um processo criativo semelhante. Foi a primeira coleção 100% autoral minha como Madison, sem participação do Malik e Paty. Nela eu busquei por referências em diferentes mídias, como a teledramaturgia, como filmes e séries com estética vampiresca, como Nosferatu, The Vampire Diaries, The Originals e True Blood. Ao mesmo tempo, também teve muita influência do pop dos anos 2000, com referências de artistas como Britney Spears e Justin Bieber.
ELLU: Tem algo na Infamous que é completamente novo pra Viper, que nunca tinha sido feito antes?
Madison: Toda coleção que a gente lança vem com essa cobrança de trazer algo novo pro FiveM e tentar inovar de alguma forma. Nessa coleção a gente continua trazendo diferenças nos corpos, como novos peitos apertados e outras alterações, mas acho que a principal mudança da Infamous tá na forma como trabalhamos as texturas. A gente não queria fazer peças com só uma textura base e algumas variações de cor. Queríamos que uma mesma peça pudesse existir de várias formas diferentes. Então uma calça jeans também pode virar um couro marrom desgastado, um vinil preto ou até um veludo. A ideia era fazer com que as peças não ficassem limitadas ou datadas tão rápido. O uniforme fashion do GTA vai mudar completamente depois da INFAMOUS.

ELLU: Qual peça dessa coleção tem mais de você como criadora? Aquela que você sente que “meu deus”.
Madison: Então, é meio complicado responder isso porque, como eu falei, essa é uma coleção que diz muito sobre mim. Tudo que tem nela é algo que me veste de alguma forma. Mas como criadora, acho que a peça que mais me fez pensar “meu Deus” foi um vestido feito com vários cintos, acho que uns 12. Foi uma peça extremamente trabalhosa, porque ela foi praticamente toda feita no Blender, com vários tipos de cintos diferentes, modelagem 3D, elevação… demorou muitas horas pra ficar pronta. Foi estressante fazer, mas ao mesmo tempo muito gratificante. Acho que é a peça que eu tenho mais orgulho dentro da coleção. E infelizmente vocês ainda não viram ela, mas ela tá impecável. Eu amo muito essa peça.
ELLU: Olhando pra trás, o que a Slut Babe representou e o que a Infamous representa agora?
Madison: De forma curta, a SlutBabe foi um rebranding da Viper. Existe uma Viper antes dela e uma Viper depois dela. Já a Infamous veio num processo de expansão, mas de uma forma totalmente não intencional. Ela começou a atingir públicos do metaverso e pessoas conhecendo a marca de um jeito que a gente nunca imaginou, de forma muito genuína. O objetivo inicial era só aprimorar o que a SlutBabe foi e tentar superar ela, porque foi um marco muito grande pra gente e pra cultura pop dentro desse universo. Mas a Infamous acabou indo além disso, trazendo uma estética muito forte, personalidade e alcançando públicos que a gente nunca esperava atingir. Então a SlutBabe foi um renascimento, e a Infamous é crescimento.

ELLU: Qual foi a maior lição que você trouxe da última coleção pra essa?
Madison:A última coleção grande foi a própria Slut Babe, mas se considerar as mini coleções, foi a Fatal Fantasy. Acho que a principal lição veio muito mais do photoshoot. A gente entendeu melhor como trabalhar as fotos da campanha de forma geral, não posso falar muito porque acabou virando meio que um segredo interno nosso. Mas claramente foi algo que deu muito certo, até porque todas as fotos do photoshoot passaram de 500 likes.
ELLU: Como tá sendo a experiência da Viper no metaverso? O que você enxerga de potencial nisso?
Madison: Tá sendo uma experiência bem positiva. O metaverso tem lojas e criadores extremamente incríveis, então ver a Viper conseguindo chamar atenção nesse meio é algo muito especial pra mim. Ver pessoas de fora comentando, desejando as peças, querendo usar, fazer fotos… é algo que eu sinceramente nunca imaginei alcançar dessa forma. Eu sempre quis expandir a Viper, mas nunca planejei que isso acontecesse tão naturalmente.
Mesmo continuando muito focada no GTA e na cultura da Viper dentro dele, a marca acabou crescendo pra públicos novos sem eu perceber. E o mais louco é que toda vez que eu acho que ela chegou num tamanho muito grande, ela encontra uma forma de crescer ainda mais. Acho que a Viper tá se tornando uma potência nesse ramo, e ver tanta gente acompanhando isso é algo muito incrível pra mim.

ELLU: O Patreon entrou como parte da estratégia, como tem funcionado e como vai funcionar com o lançamento da coleção?
Madison: Na verdade, o Patreon surgiu muito mais como uma forma de deixar a Viper mais acessível e menos restrita a um público fechado. A ideia sempre foi permitir que mais pessoas tivessem acesso às peças. Não é à toa que até agora praticamente tudo que saiu lá foi gratuito. E sinceramente, eu nem sei se no futuro teremos tantas peças pagas assim, porque o foco principal continua sendo deixar as pessoas usarem as peças pra fazer fotos, criar arte e se expressar da forma delas.
ELLU: Essa vai ser a ultima coleção da Viper? Você acha que essa entrada para o Metaverso, pode servir como uma nova etapa para a marca?
Madison: Olha, eu realmente não consigo afirmar isso agora. Quando a gente tá finalizando uma coleção, normalmente já começa a pensar na próxima, então sempre existe uma ideia nascendo ali. Mas uma próxima coleção depende muito de como a anterior vai acontecer. Então, pra existir uma próxima, a gente precisa ver como vai ser a Infamous em relação à recepção, vendas e principalmente ao respeito com a propriedade intelectual da coleção. Se vão existir novas quebras de criptografia, desrespeito com o trabalho e coisas assim.
A gente também pretende mudar algumas formas de venda, então são muitas coisas pra analisar antes de prometer um futuro sem nem ter concluído o presente 100%.