CONFIRA ABAIXO A ENTREVISTA EXCLUSIVA Mazikeen Scarlet

ELLU: Olá Mazikeen, seja bem-vinda. Você sente que hoje influencia mais pelo que mostra ou pelo que não mostra?
Mazikeen: Eu não sei se sou tão influente assim, pra ser sincera. Mas se as pessoas me veem dessa forma porque gostam de mim, isso já me deixa extremamente feliz. Acho que vem mais do que eu escolho mostrar, porque eu sempre tento ser eu mesma em todas as fotos, e as pessoas parecem gostar.
ELLU: Mazikeen, você é uma pessoa que as pessoas se identificam por diversos meios, mas também causa estranhamento em outros. Como é ocupar esse lugar entre o desejo e o desconforto?
Mazikeen: Adoro causar impacto no olhar das pessoas, sendo eles bons ou ruins, não quero me encaixar em lugar algum! Eu me sinto totalmente confortável em “desconfortar” os outros dessa forma. Sempre recebo um comentário ou outro nas minhas fotos do tipo “que merda é essa”. Acho cômico, mas prefiro provocar alguma reação nessas pessoas, seja ela qual for.
ELLU: De onde nasceu a Mazikeen? Existe uma separação entre quem você é e quem você performa?
Mazikeen: Mazikeen nasceu de uma vontade muito clara de construir a imagem que eu queria ver, sem depender de limites externos. Eu mesma me moldei dentro do Blender. Não vejo como uma separação, vejo como uma versão expandida de mim. Afinal, é a mesma identidade, só que com mais liberdade visual.

ELLU: Você transita entre moda, estética, imagem e atitude. O que vem primeiro: o conceito ou o impacto?
Mazikeen: O conceito sempre vem primeiro. Eu sei exatamente o que quero passar antes de pensar na execução. O impacto não é algo que eu busco tanto, ele acontece de forma natural.
ELLU: Sua imagem é muito marcante, muito intensa. Você constrói isso pensando no olhar dos outros ou é algo totalmente seu?
Mazikeen: Totalmente meu, mas com total consciência do olhar dos outros. Eu não ignoro como as pessoas vão reagir, e nem crio para agradar, mas também não finjo que estou sozinha sendo observada.
ELLU: Existe uma narrativa por trás de cada look seu ou é mais sobre sentir o momento?
Mazikeen: Depende, às vezes quero apostar em algo mais chamativo colocando meu corpinho pra jogo, outros são bastante inspirados na era “vie” e “scarlet” da Doja, minha mãe! Adoro criar roupas do 0 também! Ainda to aprendendo muita coisa, mas muito em breve quero expor essas criações em algum lugar.

ELLU: Você acredita que sua estética é compreendida ou consumida superficialmente?
Mazikeen: Na maior parte das vezes, é consumida de forma rápida. Não acho que tenha muito o que compreender, e eu não vejo problema nisso, porque a superfície também faz parte do jogo.
ELLU: Existe alguma parte sua que você ainda não mostrou e talvez nunca mostre?
Mazikeen: Na verdade eu não sei! Sou bem transparente na maioria das coisas. O que ainda não apareceu, não é por esconder, é mais sobre tempo, escolha e até falta de oportunidade. E também tem coisa que eu ainda tô descobrindo em mim.
ELLU: Você sente que virou uma personagem maior do que você mesma?
Mazikeen: Sim! E bota maior nisso mesmo rs. Meu corpo já chega antes de mim. Eu adoro essa imagem exagerada que eu construí, é proposital. E o melhor é que, por mais “grande” que pareça, ainda fui eu que desenhei tudo do meu jeito.

ELLU: Em um mundo onde tudo vira tendência, como você evita virar só mais uma estética replicável?
Mazikeen: É inevitável que as pessoas “copiem” umas às outras, mas eu realmente não ligo pra isso. Acredito que todos podem ser e se reinventar onde e como quiserem. Afinal, não é essa a proposta do metaverso?
ELLU: Se tirassem toda a imagem, toda a produção… quem sobra?
Mazikeen: Sobra eu! A imagem toda veio de mim, então tirar ela não muda quem criou. Eu continuo sendo a cabeça por trás de tudo, né? Com ou sem produção!

ELLU: Você acha que as pessoas te desejam, te entendem ou só te projetam?
Mazikeen: Acredito que a projeção vem primeiro. As pessoas enxergam o que querem enxergar. O desejo pode ser consequência da imagem que eu escolho apresentar. E entender, como eu disse, não é necessário!
ELLU: Existe fragilidade na Mazikeen ou isso nunca entra em cena?
Mazikeen: Existe! No fim todos somos frágeis! Mas minha escolha é não mostrar isso facilmente. Felizmente temos o livre arbítrio para escolher o que “entra em cena”, então acredito que a fragilidade não precisa ser mostrada para ser real.
