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LOVEKILLER: MADE TO LOVE, BORN TO KILL

CONFIRA ABAIXO A ENTREVISTA EXCLUSIVA COM ABEL, CEO DA LOVEKILLER

ELLU: Oi, Abel, tudo bem? A LOVEKILLER veio com uma divulgação que começou misteriosa e, aos poucos, foi revelando os conceitos por trás. Como se deu essa decisão da divulgação e em que momento vocês perceberam que esse formato seria o ideal para construir a narrativa do projeto?
Abel: A gente percebeu que quando as pessoas já sabem exatamente o que é desde o início, muitas vezes elas não se envolvem tanto. Então decidimos trabalhar com o mistério. Criar curiosidade, gerar conversa, aquela fofoca leve que faz as pessoas quererem entender o que está acontecendo. Isso naturalmente atrai olhares. Além disso, esse formato conversa muito com a própria identidade da marca. O nome LOVEKILLER já carrega esse contraste entre amor e perigo, então fazia sentido que a divulgação também tivesse esse ar mais enigmático.

ELLU: Em que momento você decidiu que era a hora de criar uma coleção para a LOVEKILLER? Como foi a construção do conceito? Partiu mais de gostos pessoais, tendências ou da busca por algo ainda não explorado?
Abel: Se eu disser que lembro exatamente quando tomei essa decisão, eu estaria mentindo. Mas lançar uma marca sempre foi algo que eu quis. O que sempre acontecia era eu atrelar esse lançamento à necessidade de um projeto grande, algo que realmente marcasse. O conceito veio muito da percepção de uma ausência dentro do FiveM. A estética gyaru é muito querida por quem conhece, mas ao mesmo tempo muita gente nunca teve a oportunidade ou até mesmo a coragem de explorar isso dentro do jogo. Então a ideia foi trazer esse universo e adaptar para a nossa visão.

ELLU: Quais foram as suas principais referências para além da moda na criação da LOVEKILLER? Pensando em cinema, música e arte no geral.
Abel: A maior parte das nossas referências vem da música. Principalmente do pop punk dos anos 2000. Artistas como Tyler Posey, Phem, MGK, Maggie Lindemann, entre outros, influenciaram bastante o mood da marca.

ELLU: Como você definiria a estética que decidiram seguir nessa coleção?
Abel: Definitivamente maximalista. A cultura gyaru já carrega esse excesso de informação, com pelugem, estampas, maquiagem marcante. Quando a gente mistura isso com o pop punk, que também foge completamente do minimalismo, o resultado é uma estética intensa, carregada e muito expressiva.

ELLU: Nos fale mais sobre a composição da equipe da loja e o papel de cada um dentro do projeto.
Abel: Hoje somos três pessoas no núcleo principal. Eu fico responsável pela direção geral e execução do projeto. O Killian Grant, também conhecido como foguinho, cuida das relações externas, como seleção de modelos e parcerias. E a Noah é diretora criativa, me ajuda a organizar as ideias e transformar tudo em algo real, além de trazer insights muito importantes. Também contamos com duas embaixadoras, Najima e Deisiane, que estão com a gente desde antes mesmo de saberem o que a LOVEKILLER se tornaria. Elas fazem parte dessa história desde o começo.

ELLU: Na escolha de texturas para a coleção, como foi o processo criativo por trás?
Abel: Foi um processo bem intuitivo. Eu reuni tudo em um moodboard, misturando coisas que eu gosto, coisas que sinto falta em outras marcas e até o que eu não gosto, mas que ajuda a entender limites. Sempre pensando no que faz sentido para a identidade da marca não só agora, mas também no futuro.

ELLU: Sobre os acessórios da coleção, como foi o processo de criação e de que forma eles complementam a identidade e a narrativa que vocês construíram para a LOVEKILLER?
Abel: Os acessórios foram pensados como extensões da personalidade da coleção. A gente não queria só peças bonitas, mas elementos que reforçassem a narrativa. Por isso trouxemos muito metal, correntes e detalhes mais pesados, criando contraste com texturas mais suaves como pelugem e tecidos delicados. Também investimos bastante em variedade, indo desde piercings de umbigo até anéis e unhas.

ELLU: Quais elementos ou ideias você decidiu deixar de fora da coleção, e quais foram os critérios por trás dessas escolhas?
Abel: A ideia inicial da coleção era completamente diferente, mas eu decidi não seguir com ela porque acabaria sendo algo comum demais para o que eu queria com a marca. A BGDA começou como uma ideia de mini coleção com cerca de 12 peças, mas acabou crescendo muito mais do que o planejado. Acho que me conectei demais com o tema para parar ali. O principal critério sempre foi pensar em como aquilo impactaria minha saúde mental e como as pessoas iriam enxergar a marca depois.

ELLU: Você pode nos dizer, em média, quantas peças compõem a primeira coleção da LOVEKILLER?
Abel: Hoje temos algo entre 120 e 180 peças. Decidimos investir bastante em quantidade nessa primeira coleção.

ELLU: Como estão os planos para divulgação, através de desfiles e cinematics? Pretendem produzir desfiles gravados, em cidade, estudios…?
Abel: Estamos planejando uma sequência de quatro desfiles, finalizando em uma grande festa. Ainda estamos conversando com algumas cidades para hostear, mas o primeiro já está confirmado e será na Nacional. Eles deram um apoio muito grande e eu estou bem animado. Sobre o audiovisual, podem esperar bastante coisa. Foi uma parte que a gente investiu muito e estamos ansiosos para mostrar tudo.

ELLU: O que você acredita que diferencia essa coleção das demais que já existem no FiveM?
Abel: É muito comum ver peças ultrafemininas sendo adaptadas para o corpo masculino, mas o contrário quase não acontece. Também sentimos que, mesmo quando existem referências da nossa comunidade, as sáficas acabam sendo deixadas de lado, ou peças desfem nunca chegam ao slot feminino. A gente quis mudar um pouco disso. Trazer mais representatividade e explorar essas lacunas.

ELLU: Qual é a sensação de estar lançando sua primeira coleção e o que você tem a dizer aos fashion designers que estão começando agora?
Abel: É um mix de emoções. Medo, ansiedade, felicidade, tristeza, insegurança, estresse, mas principalmente gratidão. Não é fácil, mas é muito gratificante ver a reação das pessoas a algo que levou tanto tempo e dedicação para ser feito. Para quem está começando, eu diria: tenham paciência. Pratiquem, se esforcem, mas não esqueçam de aproveitar o processo. Não adianta chegar no final se o caminho inteiro foi pesado demais para conseguir comemorar.

ELLU: Obrigada pela entrevista, Abel, que a sua coleção seja um grande sucesso e que seu trabalho seja reconhecido, pela qualidade e sua dedicação na produção das peças.

Entrevista por Dara Snicket e Lana Paradise