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Entrevista completa com Luan Moon.

Entrevista com Luan Moon.

1. Você já sentiu que seu trabalho foi reconhecido menos do que deveria? Em que momento isso ficou mais evidente?
Como um dos muitos artistas novos, sinto que há poucos olhos sobre a nossa arte. Não procuramos validação dos outros, até porque arte é identidade. Então, quando se fala em reconhecimento, não é sobre validação, mas sobre as mídias entenderem que a arte vai além de suas próprias bolhas e que precisamos de novos artistas nas capas, nos sets, nos shows etc.
Há muitos novos artistas, assim como eu, com muito tempo de carreira, que não têm tanta visibilidade, mas fazem um trabalho incrível e mereciam estar ocupando esses espaços, que, na maioria das vezes, são dados para artistas amigos de amigos.

2. Como você enxerga o papel dos compositores dentro das premiações atuais?
A composição, assim como a harmonia, faz parte da alma da música. É, de fato, um descaso a falta de indicações voltadas a compositores e à engenharia musical dentro das premiações atuais. Não é difícil entender que há grandes compositores nesse meio artístico que são menosprezados por premiações e que, muitas vezes, pelos mesmos motivos que novos artistas são invisibilizados.


3. Você já foi indicado(a) a alguma premiação? Como foi essa experiência?
Fui indicado no Madrinha Awards, que aconteceu no início deste ano. Foi uma experiência positiva. Mesmo não levando o prêmio (haha), me senti gratificado por ter tido essa visibilidade. Acredito que muitas coisas se alavancaram no meio artístico para mim após essa indicação.


4. Você já se sentiu apagado(a) dentro de um sucesso?
Sinto que a minha música de estreia no artístico é uma de muitas outras composições desse universo com esse teor lúdico e interessante de se ouvir. A ideia de “Limbo” era trazer essa atmosfera lúdica para uma música triste, mas dançante.
Acho que fui invisibilizado não por outros artistas, mas por bolhas que se recusam a se estourar, a se dedicar a ouvir novos artistas. Acho que, quando nos propomos a ter um meio de prestigiar artistas, tanto musicais quanto de qualquer outra área artística, somos obrigados a consumir, a conhecer o que está rolando nesses meios.
Hoje em dia temos o Spotify como um fácil acesso para artistas musicais publicarem suas obras, e quase sempre há novos lançamentos por lá. Sinto que ninguém dá atenção para isso. Quando digo “ninguém”, falo sobre os veículos de comunicação do FiveM. É hora de entendermos que o artístico não vive apenas no nosso vínculo de amizades.