CONFIRA ABAIXO A ENTREVISTA EXCLUSIVA COM CAETANO CARTIER

É impossível falar de audiovisual no nosso universo hoje e não citar Caetano Cartier. À frente da URB Creative, ele não faz apenas vídeos, ele imprime uma estética em tudo o que faz. A Ellu teve o privilégio de trocar uma ideia com ele e, para quem não sabe, o Caetano já foi meu professor de cinema no RP (Eros). Poder entender o que rola naquela mente é, no mínimo, incrível.
A paixão dele pelo movimento não nasceu do nada. Cria do cenário brasileiro e fã de nomes como Salazar e Michxama, ele carrega essa bagagem cultural com um nítido orgulho. O divisor de águas em sua carreira foi o projeto “Protego”. Sobre esse amadurecimento, ele pontua:
“Tiveram vários momentos que eu vi meu trabalho sendo lido em níveis profissionais, mas acho que tem um A.C/D.C da minha carreira pós-Protego, meu primeiro projeto totalmente autoral baseado em um universo cultural que eu amo.”

Esse ponto de virada não só consolidou sua marcante identidade, como também abriu espaço para que ele explorasse novas narrativas, cada vez mais conectadas com o público. Existe uma intenção clara em tudo o que ele constrói: nada é por acaso, cada simbolismo carrega uma assinatura, estética e um sentimento.
Essa entrega é o que faz dele o nome de confiança da Rua2. A relação com a equipe R2/Guardian é de uma reciprocidade absurda. A URB está lá desde o primeiro vídeo e, sobre o “segredo” por trás de tanto sucesso na cidade, ele revela que o segredo é justamente não ter fórmula:
“Meu processo criativo funciona muito instintivo e pensado nos players… adiciona um corte ali e aqui e é assim que nasce uma produção pra R2.”

Talvez por isso ele beba de fontes como Nolan, Cuarón e Kleber Mendonça Filho. Há muito do cinema clássico e contemporâneo escondido em suas “cartas na manga”. Recentemente, seu nome brilhou na indicação de “Best Cinemaker” no “Ellu Awards“, o que ele resume como a recompensa por estar entre os melhores.
“É muito bom ser visto e ser lembrado”, disse ele.
Sobre a valorização da profissão, ele se mostra sincero e otimista: “Acredito que estamos no caminho para algo maior. Mais do que ontem e menos que amanhã, o valor tem sido conquistado.”

E a gente sabe que, mesmo com uma boa reputação, ruídos acontecem. Teve polêmica recente? Teve. Mas Caetano lida com isso com a tranquilidade de quem prefere gastar tempo postando stories de música e referências de Frank Ocean. Ele deixou claro que abomina fofocas, mas não brinca em serviço quando o assunto é lealdade: “Eu evito participar de polêmicas, mas mataria e morreria pelos meus, então não me isento de possivelmente aparecer em algum Ellu Now para defender meus amigos.“
Mas para além da estética, dos projetos, trabalhos e do reconhecimento, existe um Caetano que valoriza muito o afeto e faz questão de deixar isso evidente. Fora do ambiente profissional, ele é movido por laços que, segundo ele mesmo, são a sua base. Com um senso claro de lealdade, ele fala com carinho de quem esteve e de quem permanece ao seu lado, reforçando que nada disso faria sentido sozinho.
“Sou muito leal e grato às pessoas que estão comigo ou já tiveram! Principalmente a minha família Sophia, Larissa, Dom, Nichollas… meus amigos João, Matheus, Raquel, Haru, Chris, Lana, Odete… assim, a lista é enorme, mas só ressaltar que amo todos eles, sem eles eu não existiria de verdade!!”

Para 2026, o clima é de expansão. Ele soltou um mistério no ar, falou de clipes e até de possíveis novidades com uma estética bem disruptiva, inspirado na Sickworld, marca que veste com orgulho: “A estética disruptiva que a marca reflete é algo que me inspira muito para dentro das portas da Urb Creative“. No fim das contas, o que o Caetano quer é ser lembrado como alguém que vive intensamente o que faz.
“Quero ser inspiração, assim como tiveram outros antes de mim que foram… inspiração de acreditar no seu axé e seu corre e batalhar até ganhar! Quero dar orgulho a quem caminhou e caminha comigo.”
E se tem uma coisa que dá pra esperar, é que vem mais impacto por aí. Mais narrativas, mais experimentação e, provavelmente, mais momentos que vão marcar quem acompanha de perto esse movimento. Caetano não parece interessado em repetir mais do mesmo, ele quer reinventar e principalmente, evoluir.