Skip to content Skip to footer

ENTREVISTA LANA LIGHT

Confira abaixo a entrevista exclusiva com
LANA LIGHT

ELLU: Olá Lana, acho que não tem como começar diferente… como você se sente retornando à nossa capa global depois de dois/três anos? Se contamos certo, claro.

Lana Light: Pô, 3 anos é babado, né? Muita coisa mudou, foi muita evolução e muita coisa aconteceu desde então. Nós, enquanto artistas e empresa, crescemos muito, e isso só me deixa mais feliz.

ELLU: Muita coisa mudou nesses dois anos na indústria, no metaverso e principalmente em você. O que a Lana de hoje tem que a Lana da última capa ainda estava aprendendo?

Lana Light: Ela ainda estava se encontrando enquanto artista; hoje eu sei exatamente o que sou e o que quero transmitir para o meu público. Em 2022, eu nem sonhava com um artístico desse tamanho. É lindo ver gente nova chegando e fazendo sua própria história.

ELLU: Seu novo álbum “Mensagens de um Amante” nasce de um lugar muito íntimo. Você disse que durante a produção de “EUTIMIA” sentiu a necessidade de ser mais genuína e aberta. O que mudou emocionalmente de um projeto para o outro?

Lana Light: Quando você está fazendo um pop daqueles bem ‘farofões’, é muito difícil conseguir colocar todos os sentimentos com a dor e a profundidade que eles têm. Então, enquanto eu estava fazendo o Eutimia, esse álbum foi se criando naturalmente, como um desabafo.

ELLU: Existe alguma faixa em “Mensagens de um Amante” que foi particularmente difícil de escrever? Aquela que você pensou: “talvez eu esteja revelando demais”?

Lana Light: 655, sem dúvidas. Nunca tinha lidado com a morte de tão perto, tão palpável. Escrever sobre o meu pai, no pós-morte, foi uma facada. Chorei muito e me senti muito frágil durante a criação da música e do clipe.

ELLU: Você escreveu que esse trabalho representa quem você é e o que quer ser enquanto artista. Quem é essa artista que você quer se tornar?

Lana Light: Quero ser diversa, quero ser plural. Ele mostra tudo o que eu já fui na minha carreira, mas sem pesar na nostalgia; com novidade, celebrando a minha vida e a minha liberdade de escrever sobre o que me cativa ou castiga.

ELLU: A Lana mãe e a Lana artista entram em conflito em algum momento? Como seus filhos influenciam nas suas decisões criativas?

Lana Light: Todos eles fazem parte do meu processo criativo; é sempre uma zona de muito apoio e ajuda. Tudo o que eu quero fazer, meus filhos fazem o máximo para que eu consiga da melhor forma. Tanto que no álbum há músicas especialmente dedicadas aos meus filhos, Aeron e Luna.

ELLU: No mesmo dia da publicação da nossa matéria, acontece o “Ensaios da Lana”, uma releitura inspirada no projeto da Anitta, de quem você é declaradamente fã. O que te atrai nesse formato de show e como se criou essa ideia?

Lana Light: A ideia vem de me conectar com o Brasil, com as minhas raízes, trazendo sons pouco explorados no FiveM e mostrando mais facetas artísticas minhas. Nesse show, eu canto forró, axé, funk e muito pop. Ele vem com a intenção contrária à da Anitta: o dela é um aquecimento para o Carnaval, já o meu é um momento de reviver a folia após o Carnaval, mas dentro do nosso mundo.

ELLU: Como você está lidando com esse novo mundo do metaverso? Você sente que ele amplia sua arte ou às vezes limita?

Lana Light: Ele amplia ao mesmo tempo que é limitante. Criou-se um mundo apenas de Discord e Blender que acaba nos afastando das pessoas. Sinto falta de estar mais no GTA do que no Blender, mas amo a possibilidade de poder criar sem limites com o Blender. Já vivemos o surto do Blender em 2022; nada novo por aqui.

ELLU: Já existiu um momento em que você sentiu que essa bolha estava pequena demais para você? Que precisava ultrapassar o RP, cantar fora, expandir sua arte para além desse ambiente?

Lana Light: Eu comecei fora do RP, né? Eu ainda faço as duas coisas e sinto que as equilibro bem. O público do RP é muito importante para que as minhas músicas sejam vistas e ouvidas, mas quanto mais, melhor. Então, os dois lados sempre serão tratados com a mesma importância. Mas, nos próximos projetos, o foco é priorizar a vida real cada vez mais.

ELLU: Quando você canta fora do RP e leva sua arte para outros espaços, o que você sente?

Lana Light: É um misto de emoções, mas nada se compara a estar num palco livre, sendo vista por quem eu realmente sou, e não pelo que eu criei na internet.

ELLU: Se “Mensagens de um Amante” fosse uma única frase, qual seria?

Lana Light: Para todos os caras com quem eu já fiquei, hahahaha.

ELLU: Qual é a sua visão sobre a ELLU enquanto revista hoje? Como você enxerga a gente dentro desse espaço artístico, midiático do nosso universo?

Lana Light: A Ellu sempre foi importante para o artístico e para repercutir o nosso trabalho, criando engajamento na comunidade. Ver a Ellu querendo ir cada vez mais longe é a certeza de que nós também vamos longe.